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BBC News: Mulheres demoram muito mais tempo para serem diagnosticadas com TDAH

Psicólogos têm alertado para o fato do preconceito e de estereótipos levarem muitas mulheres com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade a não serem diagnosticadas. Tudo começa na infância, quando a criança começa a demonstrar desatenção, inquietude e impulsividade. Enquanto esses sinais tendem a ser investigados se percebidos em garotos, em garotas tendem a ser tratados como perturbações e relevados. De acordo com especialistas, as mulheres costumam aprender a camuflar esses sintomas, que podem ser vistos como ansiedade ou depressão. Além disso, essas mulheres podem ter outras condições juntamente ao TDAH, como autismo.
O impacto da falta de diagnóstico, ou de um diagnóstico incompleto ou incorreto tem é muito grande. Hester, uma das mulheres entrevistadas, disse que a falta de diagnóstico a fez sentir constantemente que não estava atingindo seu verdadeiro potencial. Para Twiggy, afetava a forma como se via, mas quando teve o diagnóstico confirmado pode perceber que não era “burra” ou “irritante”, mas sim que seu cérebro funcionava de uma certa forma. Para Sheelagh, sua adolescência foi marcada por pensamentos suicidas e sua vida adulta por comportamentos arriscados, chegando a se envolver em seis acidentes de carro, até que aos 63 anos foi finalmente diagnosticada.
Embora o número de mulheres diagnosticadas tenha aumentado ao longo dos anos, ainda é muito desproporcional em comparação ao de homens. Tendo em vista as consequências negativas na vida, relacionamentos e carreira dessas mulheres, além da possibilidade do desenvolvimento de quadros de ansiedade, depressão e transtornos alimentares, é urgente que os especialistas e departamentos de saúde desenvolvam formas de compensar e suprir essas falhas.
Enviado por Mariana Rosa Santos
Notícia de Tobias Chapple e Anna Collinson disponível na BBC: https://www.bbc.com/news/health-59038116